Tuesday, 18 August, 2026г.
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Bob Fernandes/ Na PF sem recursos, agiam a CIA, DEA, FBI

Bob Fernandes/ Na PF sem recursos, agiam a CIA, DEA, FBIУ вашего броузера проблема в совместимости с HTML5
Como vem ai a CPI da Espionagem dos EUA no Brasil, algumas contribuições. Histórias e personagens já revelados, entre 1999 e 2004, no rastro da ação da CIA, DEA, FBI, NSA... no Brasil. De meados dos anos 90 até o final do governo Fernando Henrique, a CIA agia dentro da Polícia Federal. Trabalhava num regime de "informação compartilhada". Para tanto, anos antes doou uma base de operação eletrônica para a PF. Essa base, hoje conhecida como DAT- Divisão Antiterrorismo- funcionava numa instalação da PF que já se chamou CDO, SOIP E COIE. Ali só trabalhavam delegados e agentes que se submetessem ao detector de mentiras em Washington . Para emprrestar ares de legalidade, existiram sempre acordos de cooperação. Não diretamente com CIA, DEA, NSA, obviamente, mas com o Departamento de Estado...etcetera. Essa história começou a ser contada em março de 1999, numa sucessão de reportagens. Cinco anos depois, em duas longas entrevistas, dois delegados da PF confirmaram e deram detalhes. Para poder trabalhar na base, o delegado José Roberto Benedito Pereira foi a Washington. Na volta o delegado produziu um documento "confidencial". Título dessa visita ao mundo da CIA: "São Tomé, Ver para crer". Na entrevista, anos depois, diria: "Uma elite da Policia trabalhava para a CIA e se orgulhava disso. Todo mundo (na PF) sabia. Nos, não concordávamos". O delegado enfrentou. E se aposentou. Outro delegado, Rômulo Menezes, que trabalhou também na Corregedoria da PF, produziu à época corajoso relatório. Disse ele não existir amparo legal para a tal base na PF funcionar com subvenção norte-americana. Rômulo colheu depoimentos de 14 agentes e delegados. Num dos depoimentos, e isso está no documento, se afirma: -Toda infraestrutura física e material do CDO foi e é bancada pela CIA. O então Chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, criticou a "desenvoltura" da CIA. Como se sabe, militares prestam mais atenção a isso do que os civis. E, pelo que se via -ou não se via- bem mais atenção do que a própria mídia. Walter Maierovitch chefiava a secretaria Nacional Antidrogras (SENAD) no governo Fernando Henrique. E não aceitava nem as teses nem desenvoltura dos espiões dos Estados Unidos. No Palácio do Planalto Maierovitch chegou a interpelar quem, então, atendia como titular da embaixada, James Derham, e a ele disse: - Se a CIA e a DEA não respeitarem o Brasil eu vou brigar, porque isso será uma afronta ao presidente da República. Maierovitch foi derrubado da SENAD. Estes são apenas detalhes de uma longa história de permissividade. Se a CPI quiser, personagens, histórias, documentos, os fatos estão por ai. Como gringos costumam se apaixonar pelo Brasil tropical, quem sabe os Misters Graig Peter Osh e Jack Ferraro, entre tantos outros, ainda estão entre nós. Mesmo depois de aposentados. Tema: Política
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