SE MORAR É UM DIREITO, OCUPAR É UM DEVER
Há dez dias, milhares de famílias ocupam o prédio desativado da antiga Telerj, no Engenho Novo, zona norte do Rio de Janeiro. Fala-se em mais de 8.000 pessoas, que na noite de 30 de março começaram a garantir os pequenos espaço que lhes servirão de moradia, demarcados com paredes de compensado, nome na porta, sem telhado, móveis ou piso sobre o chão. São desabrigados que perderam suas casas ou não podem pagar aluguel, em uma cidade onde quem manda vira as costas para a população vulnerável enquanto gasta bilhões em mega-projetos que beneficiarão apenas a micro fatia da sociedade que não precisa de mais tanto dinheiro no bolso.
Uma liminar de reintegração de posse foi concedida à Oi - proprietária do terreno - e até o momento não há espaço para negociação, apenas pressão da Justiça para se definir quando e como essas pessoas serão expulsas do espaço de 50 mil metros quadrados, que estava completamente abandonado.
A Mídia NINJA visitou a ocupação, batizada de Favela da Telerj, para conhecer as histórias de alguns de seus novos moradores.