Fotos a partir de http://fotolog.terra.com.br/ilhahoje:4013
O vídeo inicia ao lado do Quartel do Corpo de Bombeiros, na esquina da Rua Abélia com a Estrada do Galeão.
Após percorrer um trecho da Rua Abélia, até a Praça Praça General Tácito Lívio Reis de Freitas, a Rua Abélia segue para a esquerda e para a direita temos o início da Rua Ituá.
______ Jardim Guanabara ______
http://portalgeo.rio.rj.gov.br
A Ilha do Governador recebeu essa denominação devido ao fato de ter sido, inicialmente, terra do governador Salvador Correia de Sá por volta 1568, recebida da Coroa Portuguesa. Nela se instalou com o Engenho, em posição privilegiada, de onde tinha o controle da Baia de Guanabara, na elevação acima da atual praia do Engenho Velho (limite do atual bairro Jardim Guanabara).
A família Sá prosseguiu como proprietária da Ilha durante o século XVII e seus parentes, ligados ao coronel André Álvares Pereira Viana, ergueram uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, em data incerta, reformada em 1816, existente até hoje, tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual, na atual praça Jerusalém. Defronte fica a praia da Bica, lugar de uma antiga bica d'água para serventia pública, uma das mais freqüentadas da Ilha, com belo panorama da Baía, urbanizada com calçadão, iluminação, quiosques. Nela existiu uma ponte de atracação das barcas da Cantareira, construída no governo Washington Luis, desativada posteriormente, cuja construção ainda está de pé.
Em 1903, a Companhia Lavoura e Colonização (de São Paulo), depois Empresa Cerâmica Santa Cruz, adquiriu do coronel Elias Antônio de Moraes, a sua fazenda da Conceição, de 4.600.000 m2, para transformá-la na maior fornecedora de tijolos para as grandes obras do governo Rodrigues Alves, no Rio de Janeiro, chegando a exportar seus produtos.
O paulista Joaquim Sampaio Vidal fez com que a grande fábrica de cerâmica se transferisse para o ramo da urbanização e dos loteamentos, demolindo-a, para o início de seu primeiro projeto de urbanização, já como "Companhia Imobiliária Santa Cruz", surgindo em 1936 o "Jardim Guanabara", compreendendo metade da praia da Bica, os morros da Mãe d'Água (75 mts) e da Bica (62 mts), até a rua Cambaúba (antiga Rua 30), atingindo a estrada do Galeão, onde um Centro Comercial e a nova sede da Companhia seriam construídas.
Suas ruas sinuosas e caprichosamente desenhadas ocupavam as elevações, transformando-se em um bairro nobre, com belas construções, de alto padrão, um dos melhores da cidade, destacando-se as ruas Ituá, Uça, Babaçu, Luis Vahia Monteiro, Gregório de Castro Morais, Carmem Miranda, Aureliano Pimentel, Cambaúba, Francisco Alves, dentre outras. Em 1972, novo loteamento foi implantado entre a estrada do Galeão, rua Cambaúba, rua Álvaro Dias, praia do Engenho Velho e a área militar da Aeronáutica, em terreno de 591.750 m2, originando 420 lotes residenciais, 22 ruas e duas praças, destacando-se as ruas Espumas, Fantoches, Serenata, Orestes Barbosa, entre outras.
O Jardim Guanabara tem duas importantes áreas de lazer, o Iate Clube Jardim Guanabara (fundado em 1953) e o Parque Municipal Marcello de Ipanema (criado em 1995), ocupando área verde na orla contínua à Ponta de Santa Cruz, entre as praias da Bica e do Engenho Velho.
Como atração histórica, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (do século XVIII), contrastando com o movimento noturno na praia da Bica, procurada pelos seus quiosques e restaurantes.
Nota: A denominação, delimitação e codificação do Bairro foi estabelecida pelo Decreto Nº 3158, de 23 de julho de 1981 com alterações do Decreto Nº 5280, de 23 de agosto de 1985.