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Se você pensa que só de pirâmides, múmias e faraós foi feita a história do Egito, engana-se. Criativos e liberais, os egípcios experimentaram e documentaram suas atividades sexuais, que não estavam ligadas somente a reprodução. Sexo, erotismo e pornografia transbordavam as paredes e a sociedade egípcia. Os séculos que nos separam não nos diferenciam de nossos antepassados egípcios e depois de tanto tempo um objetivo permanece: a busca pelo prazer. O pouco que há de concreto para estudar um tema tão desafiador pode ser encontrado no trabalho do catalão Marc Orriols. Ele estudou iconografias do período do Império Novo e centrou sua pesquisa na análise da cópula a tergo (por trás), mostrada nas famosas óstracas (fragmentos de pedra com desenhos) e grafites da cidade dos construtores de tumbas de Deir el Medina.